
Projeto Amigos Contra O Câncer Infantil e Adulto
Centro, Ribeirão Preto, SP
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O Projeto Amigos Contra o Câncer Infantil e Adulto (PACC) foi fundado há dez anos com o objetivo de promover qualidade de vida, dignidade e atendimento respeitoso aos usuários em tratamento oncológico e seus familiares, oferecendo apoio para o enfrentamento das dificuldades durante o processo terapêutico. Ao longo dos anos, o PACC consolidou sua atuação como referência no cuidado humanizado, proporcionando suporte social, psicológico e prático às famílias atendidas. Diante da alta demanda e das necessidades identificadas durante as atividades do projeto, surgiu a percepção da importância de ampliar a rede de atendimentos para outras populações vulneráveis, em especial as pessoas idosas, visando à promoção da qualidade de vida, ao fortalecimento de vínculos e à inclusão social. A partir da análise dos atendimentos realizados, especialmente por meio de visitas domiciliares, constatou-se que grande parte dos idosos atendidos encontra-se reclusa e restrita ao próprio núcleo familiar, muitas vezes sem acesso pleno a direitos básicos, com recursos limitados, pouco convívio social, restrição de autonomia e dificuldades para participar de atividades de lazer, culturais ou físicas. Esse diagnóstico evidencia a necessidade de uma intervenção socioassistencial estruturada, com o intuito de promover a inclusão social, a autonomia e o bem-estar da população idosa atendida.
Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos "Viver Melhor"
Sobre a entidade
O Projeto Amigos Contra o Câncer Infantil e Adulto (PACC) é uma organização da sociedade civil fundada há dez anos com a missão de promover qualidade de vida, dignidade e atendimento humanizado às pessoas em tratamento oncológico e seus familiares. Desde sua criação, desenvolve ações de acolhimento, orientação e apoio social, contribuindo para o enfrentamento das dificuldades vivenciadas durante o processo terapêutico. Ao longo de sua trajetória, o PACC consolidou-se como referência no cuidado humanizado, oferecendo suporte social, psicológico e prático às famílias atendidas, sempre pautado na defesa de direitos, na promoção da cidadania e no fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários. A experiência acumulada nos atendimentos e o contato direto com as diversas realidades sociais do território possibilitaram a identificação de demandas que extrapolam o público oncológico. Entre elas, destacam-se as necessidades da população idosa em situação de vulnerabilidade social, muitas vezes marcada pelo isolamento, pela fragilização dos vínculos familiares e comunitários, pela limitação de recursos e pelas dificuldades de acesso a direitos, serviços e oportunidades de convivência. Nesse contexto, o PACC ampliou seu olhar e seu campo de atuação, reconhecendo a importância de desenvolver ações voltadas à promoção do envelhecimento ativo, à inclusão social e ao fortalecimento da autonomia das pessoas idosas. As observações realizadas durante os atendimentos e visitas domiciliares evidenciaram a necessidade de ofertar espaços de convivência, participação social e desenvolvimento de potencialidades, capazes de contribuir para a melhoria da qualidade de vida e para o fortalecimento das redes de apoio dessa população. Assim, a organização reafirma seu compromisso com a promoção da dignidade humana e da proteção social, ampliando suas ações para atender, de forma qualificada e acolhedora, as demandas da população idosa do município.
Justificativa
O município de Ribeirão Preto vivencia um processo contínuo de envelhecimento populacional, com aumento significativo do número de pessoas idosas, muitas delas em situação de vulnerabilidade social, fragilização de vínculos familiares e comunitários, isolamento social e dificuldades de acesso a serviços e direitos. Esse cenário demanda a ampliação de ações preventivas e protetivas que promovam o envelhecimento ativo, a autonomia e a participação social da pessoa idosa. Ademais, o Plano Municipal de Assistência Social de Ribeirão Preto (PMAS 2022–2025) demonstra que, por meio da administração direta e indireta, existem apenas três instituições que oferecem o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos para pessoas idosas, indicando a necessidade de ampliação da oferta desses serviços, que podem contribuir diretamente para o enfrentamento das vulnerabilidades mencionadas. Segundo o mesmo plano, no que diz respeito à caracterização das famílias e dos indivíduos inscritos no Cadastro Único, 5.810 idosos são beneficiários do Benefício de Prestação Continuada da Lei Orgânica da Assistência Social (BPC/LOAS), configurando-se como público prioritário para atendimento na assistência social. Nesse contexto, o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos para Idosos (SCFVI) Viver Melhor justifica-se como uma estratégia essencial da Política de Assistência Social, oferecendo espaços de convivência, socialização e desenvolvimento de potencialidades. Atualmente, o PACC já realiza atendimentos voltados ao envelhecimento ativo, promovendo rodas de conversa, oficinas, vivências e atividades de integração intergeracional, com o objetivo de fortalecer vínculos, promover acolhimento, garantir um ambiente seguro e respeitoso, estimular a autonomia e o protagonismo das pessoas idosas em sua própria história e reduzir os níveis de institucionalização. As atividades do SCFVI Viver Melhor, portanto, reforçam o direito à convivência familiar e comunitária, em consonância com o Estatuto da Pessoa Idosa, a Tipificação Nacional dos Serviços Socioassistenciais e as diretrizes do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), contribuindo de forma efetiva para a melhoria da qualidade de vida da população idosa de Ribeirão Preto. O projeto também contribui para a promoção da cidadania, do protagonismo e da participação social da pessoa idosa, por meio de atividades que estimulam a convivência comunitária, a troca de experiências e o acesso à informação, à cultura, ao lazer e à ampliação das redes de apoio. As ações desenvolvidas favorecem, ainda, as relações intergeracionais, o fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários e a valorização do envelhecimento ativo e participativo.
Importância e beneficiários
O projeto Viver Melhor surge como uma importante estratégia de proteção social voltada à pessoa idosa, considerando o crescente envelhecimento populacional e as situações de vulnerabilidade social, isolamento, fragilização dos vínculos familiares e comunitários enfrentadas por esse público. A iniciativa contribui para a promoção da qualidade de vida, da autonomia e da participação social, oferecendo espaços de convivência, troca de experiências e fortalecimento de vínculos. Por meio de atividades socioeducativas, culturais, recreativas, esportivas e de integração comunitária, o projeto busca prevenir situações de risco social e a institucionalização precoce, além de ampliar o acesso dos participantes aos seus direitos e à rede de proteção social. O objetivo do projeto é promover o fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários das pessoas idosas, estimulando a autonomia, o protagonismo social, o envelhecimento ativo e a participação na vida comunitária. Também visa prevenir situações de vulnerabilidade e isolamento social, proporcionando oportunidades de convivência, desenvolvimento de potencialidades e acesso a serviços socioassistenciais e intersetoriais. A meta do projeto é atender 30 pessoas idosas residentes na área de abrangência do CRAS I de Ribeirão Preto, garantindo sua participação contínua nas atividades propostas e contribuindo para o fortalecimento da convivência familiar e comunitária, a ampliação da participação social, o desenvolvimento da autonomia e a melhoria da qualidade de vida. Os usuários são pessoas com 60 anos ou mais, de todos os gêneros, residentes na região do CRAS I, principalmente aquelas que apresentam vínculos familiares e comunitários fragilizados ou rompidos, situação de vulnerabilidade social, isolamento, abandono familiar ou dificuldades de acesso a direitos e serviços. O acesso ao projeto ocorre por encaminhamento da rede socioassistencial, dos serviços de saúde, do Conselho Municipal do Idoso ou por demanda espontânea, mediante referenciamento na rede de proteção social.